Organização Talvez uma das características mais interessantes dos fenacenses seja a capacidade organizativa quando se tratava de resolver um problema comum a todos como, por exemplo, a abertura de estradas. Não raras vezes, o povo e os grandes senhores organizavam-se e eles próprios realizavam o que era necessário. Esses "movimentos de solidariedade" resultavam da participação voluntária e popular. Um episódio extremamente interessante prende-se com o turismo. Na década de 1960 uma empresa inglesa mostra interesse em construir na freguesia um grande empreendimento turístico com cerca de 400 vivendas, um hotel, uma piscina, um centro comercial e um night club. A difícil rede viária acabou por inviabilizar o projecto mas deixou claro o real potencial da freguesia para esta área de actividade. Também no tempo da II Grande Guerra Mundial, o seu micro-clima voltou a ser reconhecido, tendo havido a ideia de militares portugueses construírem ali uma unidade hospitalar especializada na cura da tuberculose.
Carestia Mas acaba por ser no plano humano que a freguesia apresenta mais características próprias. As manifestações populares contra os grandes senhores em períodos de carestia, têm nos Fenais grandes exemplos. No auge do período marcelista, as listas da oposição ganhavam invariavelmente as eleições locais.
Jornal No início do século XX, há mesmo o aparecimento de um jornal o "Fenaense", de que os seus editores se orgulhavam de ser "a única freguesia de Portugal com um jornal próprio". Mais recentemente, destacam-se figuras como Constantino Resendes Pereira que juntamente com outras figuras da época montou grandes núcleos de oposição ao Estado Novo. Francisco José Medeiros é outro dos políticos que se destacam na história recente da freguesia conseguindo várias vezes levar aos Fenais da Luz ministros nacionais.